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Fetiche: o que é e quais são os mais comuns?


Fotografia de duas algemas de couro sobre um espaço de madeiras. As algemas são pretas com o interior em vermelho
Dentre os fetiches mais comuns, temos o BDSM, a hifefilia e o exibicionismo

Voyeurismo, BDSM e podolatria: o que esses três termos têm em comum? Simples: todos são fetiches. Independente se seu fetiche seja por pés, por roupas de couro ou mesmo em ser dominada, saiba que, se a prática envolver respeito entre as partes e não envolver riscos à saúde, tá valendo!

Mas, será que ter fetiche faz mal? Todos os fetiches são permitidos? Para saber as respostas dessas questões, só lendo este artigo, sys!


O que é fetiche?

A palavra fetiche vem do latim facere, que significa “fazer ou construir''. No português, ela é designada como “feitiço” e foi utilizada no século XV por mercadores portugueses que utilizavam a palavra para se referir a veneração por amuletos e ídolos religiosos. A expressão tomou formas até chegar ao francês como “fétiche”, da qual derivou a palavra “fetiche” em nosso idioma. A palavra pode ser usada em diversas concepções, mas aqui falaremos dela especificamente em um conceito erótico.

Dentro desse conceito, o fetiche é qualquer objeto, ser e/ou comportamento, que pode causar excitação e prazer. Para que ele traga a satisfação, é necessário que ele seja visualizado, cheirado, lambido, acariciado, vestido, esfregado e/ou tocado. Esses objetos podem ser imagens, partes do corpo (na maioria das vezes não são partes genitais), texturas e materiais.

Os materiais do fetiche podem também ser subdivididos em duas categorias: leves e pesados. Leves seriam os materiais felpudos, como babados, lingeries, materiais fofos e etc. Já os materiais pesados, por sua vez, seriam os feitos de borracha, couro, vinil, metais e outras características similares.

Diferente dos fetiches, as fantasias não precisam ser realizadas para gerar excitação ou prazer, elas podem apenas ficar no imaginário, algumas pessoas não se sentem nem confortáveis e nem com vontade de realizá-las. Imaginar e criar fantasias já são suficientes para alcançar a satisfação sexual, enquanto, por outro lado, o fetiche tem uma necessidade maior de realismo.


De onde vêm os fetiches?

Alguns fetiches podem ser gerados por meio de uma questão pessoal e vivências, mas, na maioria dos casos, eles nascem através da comunicação, de uma ideia, moda, indústria cultural e da pornografia. Estas, por sua vez, criam conceitos que vendem beleza e erotismo, criando ideias e gostos para o público que consome.

Como exemplos de fetiches que nasceram da moda, temos o espartilho e a roupa de couro, que hoje também são vistas de forma erótica. Sim, existem pessoas que sentem prazer ao ver outras com roupa de couro e espartilho, e tudo bem!

No que se trata a respeito de fetiches que nascem de uma ideia, podemos falar do exibicionismo, que está ligado à adrenalina de ser pego, visualizado, de estar excitando os que veem (associando-se também ao voyeurismo). Neste caso, o tesão surge na probabilidade de ser visualizado ao fazer sexo, por isso, algumas de nós sentem vontade de transar em lugares públicos (claro, não em todos), em janelas ou mesmo de saber que outra pessoa da vizinhança pode estar nos ouvindo.


Ter fetiche pode fazer mal?

Ter fetiches é algo normal, sys. Contudo, durante muito tempo, os fetichistas eram considerados perversos em seus atos, por não estarem dentro da “normalidade”, o que fez com que a prática fosse proibida em diversos momentos históricos. Hoje em dia ainda há um certo preconceito sobre os fetiches, porém a visão de perverso e “anormal” de antigamente já diminuiu bastante. Mas afinal, o que é normal? Hoje em dia entendemos que não existe padrão de sexo, de excitação e prazeres. Sexo é sexo e cada um faz da forma que se sinta prazer e excitado, não é mesmo?

Boa parte dos fetiches são considerados saudáveis e não fazem mal algum, desde que não afetem as relações profissionais e sociais, não agridam fisicamente e psicologicamente a parceria e o(a) fetichista, e ainda não envolvam pessoas que não deram o consenso da prática. Quando se trata de fetiches envolvendo outras pessoas, é necessário respeito e consenso dos envolvidos.

Um fetiche também pode fazer mal quando ele se torna uma parafilia, ou seja, uma obsessão pela prática. Isso acontece quando a pessoa não se excita sem realizar o fetiche e, obviamente, quando ele é praticado sem o consenso dos envolvidos. Em alguns casos, o fetiche também pode ser considerado uma doença, como é o caso a pedofilia. Nesses casos, é necessário que a pessoa procure ajuda psicológica (preferencialmente profissionais especializados, tal como um terapeuta sexual).

Se você não está confortável com o seu fetiche ou tem receio sobre os impactos dele em sua vida, procure ajuda, sys! Você não está sozinha.


Fetiches mais comuns

Sys, existem fetiches e fetiches, contudo, com base na minha experiência na clínica, estudo e pesquisa, alguns acabam sendo relatados com mais frequência do que outros. São eles:


Podolatria

Podolatria é o fetiche por pés, sys. Esse fetiche, por mais que em um primeiro momento possa soar estranho, é muito comum, sobretudo em homens. Essas pessoas geralmente sentem prazer em ver, cheirar, sentir, lamber e/ou acariciar os pés de outra pessoa.


Exibicionismo

As pessoas exibicionistas sentem prazer em se exibir nuas para outras pessoas, antes ou durante o ato sexual e/ou a masturbação. Como dito anteriormente, o desejo está atrelado ao perigo, à adrenalina e por ter outras pessoas lhe observando em sua intimidade.


Hifefilia

A hifefilia nada mais é do que o fetiche em determinados tecidos. Aqui, entra a excitação por tecidos e peças de vestimenta de determinado material, tais como látex, PVC, couro, vinil, borracha, dentre outros. A pessoa com esse fetiche sente prazer ao visualizar alguém usando a peça, bem como sentir, tocar, lamber e cheirar.


BDSM

BDSM significa Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo. A sigla engloba uma série de práticas que envolvem dor física e/ou psíquica, práticas de dominação e submissão e acessórios para vendagem, por exemplo. Nessa prática, há o uso de determinados objetos, materiais, técnicas, troca de papéis e palavras de segurança (safewords) visando a segurança e bem-estar de todas as partes envolvidas. NO BDSM, a consensualidade é o fator principal, guiando-se, ainda, pela ética do São, Seguro e Consensual (SSC), ou seja, tudo precisa ser feito de forma consensual, sem riscos à saúde e de forma sã.


Voyeurismo

Voyeurismo é excitação e o prazer em assistir pessoas nuas e/ou atos sexuais, como masturbação, sexo e outras práticas. Na maioria das vezes, quem tem esse fetiche gosta de se masturbar enquanto assiste o ato.


E então, sys, o que achou dos fetiches listados? Tem algum aqui que você não conhecia ou que tenha curiosidade? Se sim, saiba que não tem nada de errado em sentir prazer, por exemplo, com BDSM. Se ele não causar danos à ninguém, todo mundo pode se beneficiar.

Lembre-se: todo fetiche tem que ser feito com respeito e consenso entre os que estão envolvidos. No mais, é só aproveitar e sentir prazer!


Fontes:

Botti, M. M. V. (2003). Fotografia e fetiche: um olhar sobre a imagem da mulher. cadernos pagu, 103-131.


 

Sobre a autora

Julia Cepeda

Psicóloga e Sexóloga. Trabalha com a terapia sexual, individual e de casal.


Saiba mais sobre o trabalho da Julia em seu Instagram


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1 Comment


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