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  • Foto do escritorDani G.

Como mantras podem te auxiliar na sua autoestima por meio da voz e da entrega



Quando se fala em mantras, a primeira coisa que imaginamos são aquelas trends de redes sociais, com frases motivadoras seja sobre amor próprio ou abundância .Claro que não deixam de ser mantras, mas aqui falamos de algo muito mais profundo e que está atrelado a uma cultura de outro país, no caso, a Índia.


Antes de falar de fato sobre todos os benefícios e transformações dos mantras para sua autoestima e seu ser, te pergunto: Você sabe o que são mantras?




Aqui eu falo a partir dos mantras pelo yoga e hinduísmo que são entoados (cantados) em sânscrito, considerada a língua do yoga. Nesse aspecto, os mantras são usados com uma intenção, seja ela meditativa ou finalidade ritualística (aqui está mais para intenção do que para algo voltado para religião/dogma, a magia da intenção, vamos dizer assim). Quanto mais intenção, mais entrega, mais força, quanto mais você soltar a voz, você se sentirá dentro dessa intenção e vibração. Quando se trata dessa intenção, podemos traçar com um um elo com deuses e deusas, na qual cada um deles traz uma força para sua vida, para a sua voz e para a sua entrega.


Quem nunca ouviu falar de Shiva ou Ganesha, não é mesmo?


Os mantras dizem muito sobre entrega e vibração. Tal qual uma música, quem nunca colocou uma música triste em um momento em que precisava chorar? Ou uma música femme fatale quando precisava encontrar confiança e coragem para se sentir incrível ou fazer o que deve ser feito? Até mesmo a questão afetiva com músicas, uma música que lembra de alguém, que lembra de um momento... A música e suas vibrações tem um poder enorme! E o mantra não se distancia disso, até porque não deixa de ter a sua musicalidade a sua maneira.

E como apenas cantar algumas palavras em outra língua podem me auxiliar na autoestima e na entrega?



Os mantras tal qual o yoga, trabalham a entrega, mas por meio da voz, da vibração e como isso ressoa no seu corpo e na sua mente! Pode-se perceber que todos os mantras começam calmos, devagar, num tom de voz mais baixo e durante a prática de entoá-los a energia aumenta, o volume aumenta e a aceleração também… E nada como essa entrega na voz para trabalhar todo um interno. Interno esse que se reflete no externo sem percebermos. Seja da maneira que nos colocamos para o mundo, na nossa comunicação, e até no nosso corpo, porque ele fala, o corpo fala.


Que mulher nunca teve medo de se impor? De ser assertiva? De mostrar suas idéias? De criar espaços por onde passa? Que mulher nunca foi silenciada de alguma forma? Que mulher nunca engoliu sapo, guardou lá dentro de si um monte de palavras e sentimentos? Quem nunca em algum momento se diminuiu para caber num espaço ou até na sociedade? Ser mulher é profundo. E aí entra o poder dos mantras.


Soltar a voz, já que não podemos ir para o alto de uma montanha e gritar (quem nunca se imaginou nessa cena, não é?),é transformador. Soltar esse demônios internos, tudo que tem engolido, sentimentos, palavras, medo, tristeza e até mesmo alegria! Se entregar e soltar. Pegar esse medo de se impor, e transformar em coragem, coragem para ser você, para colocar as suas idéias no mundo, criar espaços no e não se deixar calar jamais. É o poder de gritar sem ninguém do seu lado dizendo que é louca, histérica, grossa e todos os outros adjetivos que ouvimos no dia-a-dia pelo simples fato de colocarmos nossa voz. Os mantras vão potencializar a sua voz que já está aí dentro de si, soltando o que que se escondeu nas suas profundezas e te trazendo confiança em se impor e ser assertiva.


No começo é bem estranho e esquisito, se vêr ali cantando algo em uma língua desconhecida com um pouco de vergonha, bem baixinho, e de repente se encontrar soltando a voz e se entregando como nunca. Sem contar a intenção do mantra, há aqueles que dão paz, aqueles que dão força, e coragem também! Coloco aqui a sugestão, para quem se sentir interessada, de pesquisar sem nenhuma pretensão deuses hindus e suas histórias que podem inspirar de alguma forma.


Agora, posso pedir licença aqui para contar a minha parte da história para inspirá-las mais ainda em relação ao mantra?


Eu estive num relacionamento abusivo por uns bons anos, eu AMAVA cantar e o rapaz com quem eu me relacionava me silenciava (que novidade, não é mesmo?), me diminuía e queria me ensinar a cantar de forma profissional (eu só estava curtindo e me entregando a música, não queria ser cantora profissional). Eu já tinha alguns complexos com a minha voz que já faziam com que eu mesma me silenciasse um pouco no dia-a-dia, falasse baixo, fosse mais passiva e com vergonha de me impor, e essa situação na relação abusiva só foi a cereja do bolo para que eu me silenciasse de vez.


A única válvula de escape que eu tinha para soltar a voz era o cantar e de repente, me vi parando, isso me foi tirado, minha voz pareceu ter sido arrancada de mim, e não apenas nesse sentido musical, mas como um todo. Não cantava sequer no chuveiro, tinha vergonha da minha voz, das minhas idéias, de ser assertiva, de falar, me soltar e me entregar, fui completamente silenciada a partir do momento que o meu direito de falar e gritar, soltar os meus demônios me foi completamente tirado (e claro que isso ressoava em todas as áreas da vida e do meu corpo, nitidamente).


Em que lugar eu reencontrei meu direito de fala? Meu direito de voz? Meu direito de me impor e em me sentir confortável em ser eu mesma? No momento em que eu tive contato com os mantras pela primeira vez. E então, aos poucos isso começou a mudar. Não pense que foi de um dia para o outro, mas a mudança era nítida. Até porque eu fui obrigada a soltar a voz (sim, aquela voz que eu achava que nem existia mais, de tão escondida que estava), aquela voz baixa, para dentro, com medo de ser julgada a cada letra e palavra que saísse do fundo da minha garganta, e a partir daí algo mudou dentro de mim. Não era apenas cantar, não era apenas repetir umas palavras. Era e é mais potente do que isso. E a mudança tão profunda e interna fez com o que o externo mudasse também.


Eu passei a amar a minha voz, a ter confiança, não me importar tanto com o julgamento alheio, o amor próprio veio e floresceu dentro de mim como um jardim, somado a autoestima e força, muito força para fazer as coisas acontecerem e mudarem. Me trouxe discernimento e muito autoconhecimento, afinal, quem eu quero na minha vida, o que eu quero na minha vida? Com quem eu me sinto bem e com quem não?


Lembrei o quanto eu amava me soltar, me entregar e que aquela garota que se achava muito tímida e introspectiva, nada verdade era muito expansiva e tinha uma líder lá dentro, escondidinha e que foi repreendida por um bom tempo. Foi praticamente um redescobrimento de mim mesma. Me encontrei ao cantar trechos de uma música em uma língua que mal conhecia, sim! E encontrei força, confiança e encontrei meu espaço sendo mulher, por meio dos mantras. Parece maluco, não é?


E ah, o rapaz em que eu tinha um relacionamento? Com o combo de amor próprio e poder ser quem eu sou, e soltar a minha voz, percebi que aquilo não me cabia naquele momento (e talvez em nenhum outro), e consegui forças (não apenas com os mantras, mas o yoga e todas as suas técnicas que envolvem) para terminar esse relacionamento, e começar a regar um relação muito mais importante: comigo mesma.


Afinal, estamos tão acostumadas a não ter voz e não poder nos entregar, que nos acostumamos com isso. Mal sabemos a quantidade de recursos que temos de fácil acesso e acessível para que isso possa mudar! E mal sabemos a mudança que isso pode provocar até que de fato entremos em contato com esses meios.


O poder desse ato que parece tão simples é tão maravilhoso que provando um pouco na pele é possível cada mulher achar o poder.


O seu poder, porque cada mulher é única. E cada momento é único também. Encontrar o poder em se soltar, para as tímidas (introspectivas) ou até que foram e são silenciadas. Poder em se achar e se reencontrar por meio da autoestima e amor próprio. Poder até mesmo sexual, quem nunca teve dificuldades de gemer e se entregar no sexo? (Mas esse assunto a gente deixa para um próximo papo por aqui, que é bem extenso também).


Creio que a partir de agora esse texto no mínimo a fará refletir sobre os gritos que estão entalados na sua garganta e como a falta de entrega já te afetou!


Hora de falar, se mostrar, se entregar pra vida. Solte essa voz! Solte essa verdadeira você que está aí dentro!


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