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Proximidade do Dia Mundial de Luta Contra a Aids deve nos lembrar sobre a importância da prevenção

Atualizado: 17 de dez. de 2020

Olá, sys! Hoje a gente quer conversar com vocês sobre um assunto muito sério e que afeta um número cada vez maior de mulheres hoje: a Aids. A data de 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, criado lá em 1987 pela Assembleia Mundial da Saúde para alertar toda a população sobre a importância da prevenção. Mas, o que nem muitas mulheres sabem é que nós somos as mais infectadas pela doença. E isso se deve a fatores diversos que nós vamos explicar um pouquinho para vocês ao longo do texto.


Você sabia que a Aids é a maior causa de morte de mulheres em idade reprodutiva atualmente? A constatação é de um novo relatório do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) que revelou que as desigualdades acentuadas entre homens e mulheres estão levando a um maior risco de mulheres e meninas expostas ao HIV. A Aids é a causa principal de morte de mulheres de 15 a 49 anos em todo o planeta. Cerca de 6 mil jovens de 15 a 24 anos são contaminadas com o HIV toda semana.


O estudo citado acima se chama "Nós temos o poder" e aponta que a violência é uma das principais razões dessa maior vulnerabilidade da mulher. De acordo com o relatório, em áreas com maior prevalência do vírus da Aids, a violência de um parceiro íntimo tem levado a um aumento de até 50% no risco de mulheres contraindo o HIV. Além disso, somam-se os fatos de a falta de empoderamento feminino; a existência de uma cultura machista que interdita o assunto sexo entre as mulheres e a "dificuldade de negociar" o uso do preservativo com os parceiros contribuem muito para esse triste cenário.


Há ainda um fator biológico que torna a mulher mais propensa a adquirir o vírus da Aids. A mucosa da vagina, ao ter contato com o esperma de um homem soropositivo, facilita que o vírus se instale no corpo. A superfície de contato da vagina ainda é maior que a do órgão genital masculino.


O combate à Aids no Brasil e no mundo

Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e é uma doença que atinge o sistema imunológico do ser humano. Os primeiros casos foram notificados em 1981, mas foi só em maio de 1983 que o vírus foi isolado pela primeira vez na França pelo cientista Luc Montagnier. A doença levou milhões de pessoas à morte até surgirem tratamentos eficientes com antirretrovirais.


O Sistema Único de Saúde (SUS) foi por muito tempo considerado modelo na luta contra a epidemia de HIV/aids. Desde 1996 é oferecido tratamento gratuito dos pacientes nos hospitais públicos, assim como o fornecimento de coquetéis de medicamentos. As campanhas contra a doença surtiram efeito também e os números baixaram.


E o Brasil continuou se destacando na luta contra a Aids em 2020. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) conseguiu eliminar o vírus HIV de um paciente que vivia com o vírus há sete anos. O estudo foi feito com pessoas que estavam com a carga viral baixa e não transmitem a doença, mesmo vivendo com o vírus. O objetivo era "acelerar" o que o tratamento já estaria fazendo por estas pessoas (diminuir a quantidade de células infectadas). Foram recrutadas pessoas que iniciaram o tratamento com infecção pelo HIV relativamente recente e pacientes em tratamento com carga viral indetectável há mais de dois anos.


Avanços não são motivo para relaxar

Nos últimos anos, os números de casos de Aids voltaram a subir, principalmente entre os jovens. Os motivos para isso não muitos: falta de educação sexual nas escolas, aumento do conservadorismo, um relaxamento maior das pessoas porque não se fala mais tanto da doença como antigamente, resistência ao uso da camisinha, a existência de um estigma em relação à doença, etc.


Lembre-se, sys! A prevenção é sempre o melhor caminho quando o assunto é Aids! As principais formas são: utilizar preservativo nas relações sexuais; utilizar seringas e agulhas descartáveis; fazer o uso de luvas para manipular feridas e líquidos corporais e testar previamente sangue e hemoderivados para transfusão. Cabe ressaltar que ao usar camisinha você se protege não só da Aids como também de outras ISTs (Infecção Sexualmente Transmissível) como a sífilis.

Proteja-se contra o HIV e outras ISTs!




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